Os socos da realidade dão conta de nos deixar sedados o suficiente para que esqueçamos que ela existe. Bastam algumas tarefas a mais e o fio da boa reflexão é perdido, sem tempo sequer pra olhar pra trás.
O turbilhão se foi e agora posso respirar aquele verão que todo ano me faz tão bem e, enfim, reativar este espaço.
Não quero fazer disto um mural de memórias, de manifestações de melancolia ou nostalgia, ou algo puramente gratuito. Vou voltar. Mas volto tão contrariado quanto no dia da estréia deste blog. Contrariado não por não querer estar aqui, mas porque não gosto do que escrevo. Eu não gosto da maioria dos meus textos. Com eles, eu tenho uma relação inicial de repúdio que acaba se transformando em tolerância ou, eventualmente, em afeto.
A única coisa que eu sei é que muito me atrai essa maneira de decodificar em outro código o que eu insisto em achar interessante. Apenas insistência.
A minha filosofia é medíocre. Mais ainda por querer encontrar alguma forma de respaldo. Ela míngua, enrola-se em si mesma e, quando não se esgota por si própria, entrega-se ao abismo do caos na maior das covardias. A minha filosofia é uma suicida.
terça-feira, janeiro 06, 2009
quarta-feira, outubro 08, 2008
sexta-feira, julho 11, 2008
Quase um ciclo
Incessante roda do dia que cega e faz a vida correr ainda mais. Quisera saber para onde vai.
Ouvindo: Eels - All in a day´s work.
Ouvindo: Eels - All in a day´s work.
quinta-feira, julho 03, 2008
Catártico
Como eu era pedante em achar que sabia alguma coisa. Empinava o nariz e me acha "o". Mas a vida vai nos ensinando o enrosco que é isso tudo.
O mundo era tão orgânico quando eu era criança. Tudo se encaixava, tudo era funcional e conseqüente. O que não era imediato estava suportado por uns blocos gigantes aparentemente sólidos. Quanto mais eu me sedimentava ali, mais seguro eu me sentia.
No entanto, eu percebi que a robustez daquele monte de tijolos não era verdadeira. Era areia pura. Simples forma e nenhuma liga. Fato é que eu empreendi uma destruição incessante de tudo aquilo. Acabei com os jardins da estância, matei minha professora de religião, aniquilei o discurso da minha avó, abati meus "amigos" de infância, desnudei o padre e revirei todas as folhas dos meus escritos.
Era tão mais fácil encontrar um sentido porque o sentido era tão espetacular quanto as razões que o justificavam. Tudo o que não era sólido desmanchou-se no ar...
O paradoxal é que, apesar da confusão, agora tudo é mais claro. Sim, agora tudo é mais fácil de não entender.
Ouvindo: Sweet Caroline - Neil Diamond.
O mundo era tão orgânico quando eu era criança. Tudo se encaixava, tudo era funcional e conseqüente. O que não era imediato estava suportado por uns blocos gigantes aparentemente sólidos. Quanto mais eu me sedimentava ali, mais seguro eu me sentia.
No entanto, eu percebi que a robustez daquele monte de tijolos não era verdadeira. Era areia pura. Simples forma e nenhuma liga. Fato é que eu empreendi uma destruição incessante de tudo aquilo. Acabei com os jardins da estância, matei minha professora de religião, aniquilei o discurso da minha avó, abati meus "amigos" de infância, desnudei o padre e revirei todas as folhas dos meus escritos.
Era tão mais fácil encontrar um sentido porque o sentido era tão espetacular quanto as razões que o justificavam. Tudo o que não era sólido desmanchou-se no ar...
O paradoxal é que, apesar da confusão, agora tudo é mais claro. Sim, agora tudo é mais fácil de não entender.
Ouvindo: Sweet Caroline - Neil Diamond.
segunda-feira, junho 30, 2008
domingo, maio 18, 2008
quinta-feira, maio 08, 2008
Grow and Grow
Eu quero tanto transformar algumas das minhas idéias em filme... Mas não sei o que me falta. Nem sei se me falta alguma coisa.
E ouvindo Sufjan Stevens, eu me lembro de tudo aquilo que povoava os meus sonhos.
Andiamo!
Ouvindo: Concerning the UFO Sighting Near Highland, Illinois
E ouvindo Sufjan Stevens, eu me lembro de tudo aquilo que povoava os meus sonhos.
Andiamo!
Ouvindo: Concerning the UFO Sighting Near Highland, Illinois
terça-feira, maio 06, 2008
domingo, maio 04, 2008
Arauto Lorquiano - Expressão 2
Atenção! No seu rastro de fogo, rasga o solo. Chega, e sob o som de um violino, anuncia a roda do mundo, a roda do mar.
Bravo! Bravo pour le clown!
Bravo! Bravo pour le clown!
segunda-feira, abril 28, 2008
Desabafo
Odeio a "esquematização simplificadora" do Marketing. A sua prepotência ao achar que pode resolver todos os problemas do mundo. A sua ignorância ao tentar resumir em "setas" aquilo que demorou séculos pra se desenrolar na história.
Palla!
Palla!
Arauto Lorquiano - Expressão 1
Um menino vem aí.
No onírico, vai construindo com seus empíricos elementos um mundo que, apesar de a priori desconexo, revela-se densamente semiótico. Os "mares e montes de carvão" estão ficando cada vez mais visíveis e os "lagartos", cada vez mais próximos.
Gata!
Ouvindo: Politik - Coldplay
No onírico, vai construindo com seus empíricos elementos um mundo que, apesar de a priori desconexo, revela-se densamente semiótico. Os "mares e montes de carvão" estão ficando cada vez mais visíveis e os "lagartos", cada vez mais próximos.
Gata!
Ouvindo: Politik - Coldplay
quinta-feira, abril 24, 2008
Boa sorte
Repito a frase emprestada pelo Mozart e dita no dia 16 de setembro do ano passado:
Quid sum miser tunc dicturus?
Quid sum miser tunc dicturus?
segunda-feira, abril 21, 2008
quinta-feira, abril 03, 2008
Uma ciranda bestial
Ratos. De um bueiro a outro, eles correm famintos, esperando conseguir saciedade para uma fome falsa. Não é simplesmente uma questão de gosto ou desgosto, de preferência ou repulsão. Estão anestesiados pelo narcótico verde.
Santo narcótico! Milagroso narcótico! Tão eficiente que aliena, cega, engana e corrompe: tudo numa arquitetura perfeita. E ninguém nem percebe; só alguns, que logo, e num ímpeto insensato, são chamados de “loucos”.
Eu adoro os loucos. Adoro a sua gana de ação. A sua hexis barata. A sua ousadia.
Eu sou louco. Sempre fui louco. Sempre me dei bem com loucos e atraí pessoas com uma dose privilegiada de loucura. O mundo já é muito desencantado para fazermos dele um lugar ainda mais patético.
E eu quero continuar sendo louco. Quero sobrepor o comum, transgredir o código, revisar a convenção e questionar o inquestionável. Eu quero ser um louco.
Ouvindo: "Purple Haze", com Jimi Hendrix
Santo narcótico! Milagroso narcótico! Tão eficiente que aliena, cega, engana e corrompe: tudo numa arquitetura perfeita. E ninguém nem percebe; só alguns, que logo, e num ímpeto insensato, são chamados de “loucos”.
Eu adoro os loucos. Adoro a sua gana de ação. A sua hexis barata. A sua ousadia.
Eu sou louco. Sempre fui louco. Sempre me dei bem com loucos e atraí pessoas com uma dose privilegiada de loucura. O mundo já é muito desencantado para fazermos dele um lugar ainda mais patético.
E eu quero continuar sendo louco. Quero sobrepor o comum, transgredir o código, revisar a convenção e questionar o inquestionável. Eu quero ser um louco.
Ouvindo: "Purple Haze", com Jimi Hendrix
sexta-feira, março 21, 2008
Canis lupus
E de manhã, logo que eu avistei o Sol, me inundou. Aquece e ampara. Pra mim, a perfeição.
segunda-feira, março 10, 2008
Claustro
De repente, o vento entrou tímido e me disse: Avança, avança que é teu!
E desfruta...
Tudo azul... A-zul... A-zul... A-zul...
E desfruta...
Tudo azul... A-zul... A-zul... A-zul...
quarta-feira, março 05, 2008
The Trial
Il fiume dei ricordi
Il gretto del passato
Sta ritornando da me
Sta rivivendo per te
Ma dove ti troveró
Se tu non vuoi?
Amore perduto
segunda-feira, março 03, 2008
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